Grandes projectos são feitos com grandes pessoas: consulte aqui as oportunidades.
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Fonte: Mercado (20/05/2021)
Até ao momento 30% dos agregados familiares das províncias mais afectadas pela seca já beneficiaram do programa que teve início em 2018 e vai até 2024.
O programa de Fortalecimento da Resiliência e da Segurança Alimentar e Nutricional em Angola, FRESAN, financiado pela União Europeia, EU, já beneficiou mais de 600 mil famílias no Cunene, Huila e Namibe. E está a formar cerca de 60 mil mulheres para melhorar a nutrição das crianças. Com um financiamento de 65 milhões de Euros, o programa que teve início em 2018 e se estende até 2024, é uma iniciativa conjunta entre o Governo e a UE com objectivo de reduzir a fome, a pobreza e a vulnerabilidade das comunidades nas três províncias mais afectadas pela seca no sul do País.
De acordo com a vice-governadora da província da Huíla para o sector político e social, Maria João Chipalavela, a implementação do FRESAN é um processo diário e continuo de “construção conjunta”. Realçou a necessidade do êxito para o alcance de maior resiliência nas comunidades.
Já a chefe de cooperação da Delegação da União Europeia em Angola, Manuela Navarro, assevera que o FRESAN “tem de assegurar sustentabilidade e perenidade”, enquanto dá “protagonismo às organizações não governamentais, para que no fim do programa estas assegurem a sua sustentabilidade”.
Por seu turno, o adido da cooperação e gestor de projecto na Delegação da União Europeia em Angola, Danilo Barbero, reforçou durante a sua apresentação o conceito de que o FRESAN visa fortalecer as comunidades e as instituições locais e dar respostas concretas no sentido de as populações poderem enfrentar os desafios colocados pelas alterações climáticas.
O gestor de projecto FRESAN no PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, João Neves, considera o programa como forma de “promover a mudança do cenário de catástrofe que quase se vive no Sul de Angola”.
O FRESAN é implementado em parceria com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, de Portugal; as organizações das Nações Unidas em Angola: a FAO – Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, e o PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento; bem como o Vall d’Hebron Barcelona Hospital Campus, de Espanha.
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